Às vezes pedimos a Deus que faça nossas escolhas, e mesmo assim ficamos inquietos.
Metemos os pés pelas mãos e nos resta então chorar baixinho sentindo o céu desabar sobre nossa cabeça. Mas não pedimos que Ele tome a frente? Esquecemos que Ele é soberano e que nos ama em demasia, e que sabe que não somos capazes de fazer escolhas.
Lembro a passagem de Abraão com Izaque. A obediência tão forte em sua vida...
Volto a minha memória, lá no calvário, quando Jesus pediu ao Pai que nos perdoasse, pois não sabíamos o que fazíamos. Então, Pedimos que nos direcione, pois conhecemos a nossa incapacidade de decisões coerentes e lógicas. Dizemos: Pai obedecerei. E mais uma vez, neutralizamos a obra D’ele no nosso caminhar. Sabemos que a trajetória sem ele é muito árdua, e massacrante. Porque então, não descansarmos totalmente em seus braços, deixar que nos embale e nos nine com carinho que só pode vir D’ele? Porque somos desobedientes, afoitos, deixando sempre a emoção tomar a frente de tudo? Ele é Pai, e como tal, por certo nos ama além dos nossos erros e deslizes. Guarda-nos sob suas asas de maneira que não sentimos falta de nada...
Com essa explosão gigantesca na alma, arrependidos, chorosos, e mais carente do que nunca, voltamos a seus pés, ao olheiro, como barro que somos, para sermos refeitos mais uma vez.
(Fátima Alves)









